Desejando a todos uma feliz Páscoa publicamos hoje o poema de um amigo quase alfenense Raimundo Célio Pedreira, Médico, Farmacêutico-Bioquímico, Músico, Poeta e Portuense. Visitem também o seu blog:
terça-feira, 3 de abril de 2012
Em memória da ressurreição
Desejando a todos uma feliz Páscoa publicamos hoje o poema de um amigo quase alfenense Raimundo Célio Pedreira, Médico, Farmacêutico-Bioquímico, Músico, Poeta e Portuense. Visitem também o seu blog:
sexta-feira, 23 de março de 2012
Waldir de Luna Carneiro
Hoje reproduzimos postagem publicada no blog de nosso colaborador Milton Kennedy, cujo propósito é prestar uma modesta homenagem a grande contador de histórias: Waldir de Luna Carneiro.
"Esta é uma das seções do blog que aprecio muito fazer: retratar em desenhos personalidades conhecidas de Alfenas. E hoje o homenageado é o escritor, jornalista, leitor voraz e eterno apaixonado por teatro, Waldir de Luna Carneiro, que com mais de 60 anos dedicado à dramaturgia, possui dezenas de peças escritas e outras tantas encenadas.
"Esta é uma das seções do blog que aprecio muito fazer: retratar em desenhos personalidades conhecidas de Alfenas. E hoje o homenageado é o escritor, jornalista, leitor voraz e eterno apaixonado por teatro, Waldir de Luna Carneiro, que com mais de 60 anos dedicado à dramaturgia, possui dezenas de peças escritas e outras tantas encenadas.
O Sr Waldir é natural de Santa Rita do
Sapucaí (07/03/1921), porém adotou Alfenas como sua casa em 1938. Quando jovem,
trabalhou com arquitetura e no período que serviu a Força Expedicionária Brasileira
(no Rio de Janeiro) desenhava histórias em quadrinhos satirizando os momentos
difíceis do quartel.
Waldir de Luna Carneiro é um dos nomes mais homenageados
do teatro mineiro. Em 2002 foi agraciado pelo Governo de Minas Gerais com a
“Medalha da Inconfidência” por seus trabalhos no campo da literatura e
dramaturgia; e em 2005 recebeu o título de “Doutor Honoris Causa” pela Unifenas
(yeah, eu tive a honra de estar presente nesta homenagem).
Viúvo da professora Zélia Amaral Carneiro,
tem sete filhos, e apesar de já ter passado um pouco dos 90 anos, continua
lúcido, ativo e ainda escrevendo para teatro e jornais.
Curiosidade: o Sr Waldir já escreveu de
tudo: comédias, dramas, contos, livros infantojuvenis e até roteiros para
cinema. O filme “O levante das saias” de 1967 é de sua autoria. Este longa
metragem foi todo rodado aqui em Alfenas e o tema gira em torno da revolta das
mulheres em relação aos seus maridos."
Fontes
de pesquisa para composição do texto:
http://jeffersondafonseca.blogspot.com
www.parceirosdolivro.com.br
www.new.divirta-se.uai.com.br
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terça-feira, 13 de março de 2012
Raio devastador
Impressionante o conto verídico da Mirtes Esteves Carneiro, mas uma vez ela me fez chorar. Sei que todos gostarão muito!
Por Mirtes Esteves Carneiro com ilustrações de Milton Kennedy
Vistos atos uma tribuzana!
O número sete acompanhou a vida
do casal Esteves: Silvério e Maria. Casaram-se no dia
7 de fevereiro de 1953, em Aparecida do Norte . Exatamente sete
anos depois ,
no dia 7 de fevereiro
de 1960, um grande
acontecimento marcou a vida deste casal.
Silvério e Maria constituiam uma vida em comum e nesta data
contavam com quatro filhos: Luiz Carlos, Miriam, Carlos Henrique e João
Batista, respectivamente com 5, 4, 3 e 1
ano de idade.
Silvério estava no pasto, caía uma chuva fina. De repente ele
viu um raio caindo na casa e a fumaça saindo. Apavorado, desceu a galope e, ao
tentar desmontar o cavalo muito
depressa, seu pé enfiou pra dentro do estribo e cutucou o cavalo que saiu
andando, arrastando-o ainda com uma perna dependurada no arreio.
Aproximando-se, visualizou uma grande
fumaça se levantando de dentro de seu lar. Ao entrar ,
viu que as crianças
estavam caídas no chão , muito machucadas.
Oraio deixou vestígios por dentro
da casa , marcando com um sinal
azulado por onde
havia passado. Tijolos foram arrancados, a casa
ficou quase completamente
destruída. A imagem de Nossa Senhora fora
projetada para fora
da casa e não
se quebrou, jazia abandonada ao lado de uma galinha morta, com os pintinhos
duros embaixo das asas, esturricada pelo raio.
Osbatentes das portas
foram lançados longe , um deles atingindo a cabeça
de um de seus filhos, Luiz Carlos, que sangrava muito .
Carlos Henrique ficou com a metade esquerda
do corpo toda
queimada , em
pele viva
e também ‘engoliu a língua ’,
sendo dado por
morto.
O
Os
Silvério, em sua praticidade masculina disse à esposa: desista deste,
vamos salvar os outros.
Mas a mãe não desiste, insiste. Consegue trazê-lo
novamente à vida ,
abrindo sua boca
que estava fortemente
cerrada e puxando sua
língua com uma colher.
Mas a mãe não desiste, insiste. Consegue trazê-lo
A filha do casal, Miriam caiu de joelhos com o impacto do raio e ficou presa ao chão , sem conseguir se levantar.
O caçula, João Batista foi fortemente atingido pelos estilhaços de um espelho,
que estava dentro da porta de um guarda-roupas e que fora lançada contra a parede.
Seu corpo ficou todo lanhado pelos cacos do espelho.
Maria, felizmente,
nada sofreu. O casal socorria as crianças como podia, não havia vizinhos onde
moravam. Silvério solicitou a Maria que fosse pedir ajuda.
Maria atendeu, montou em
seu cavalo e saiu. Mas...chegando ao alto do morro, ouvindo outro estalo, seu
pensamento de mãe não a deixou ir, algo em seu coração não a deixou partir,
seus filhos e seu marido estavam ali, ela foi incapaz de abandoná-los para ir
buscar ajuda, pois pensou que ao voltar poderia encontrar todos mortos .
Retornou então e implorou ao marido que fossem embora todos juntos. Assim
fizeram, pegaram as crianças e o que foi possível e partiram em busca de ajuda,
deixando para trás a casa completamente arruinada.
Na cidade, a família foi
buscar ajuda médica e as crianças necessitavam de remédios. Silvério foi até a
farmácia comprar os medicamentos e, como não tinha dinheiro em espécie, perguntou
ao farmacêutico se poderia pagar no dia seguinte, na segunda feira, mas recebeu
em resposta uma recusa. O valor da conta era de 500 cruzeiros. Então, Silvério ofereceu
ao farmacêutico um cheque em garantia, no valor de toda a féria do mês, na
época 12 mil cruzeiros. O farmacêutico não aceitou. Silvério ofereceu todo o
dinheiro contido no cheque em troca dos remédios, também não houve acordo.Silvério saiu angustiado e encontrou uma turma de homens em frente ao Cine Alfenas. Pediu licença e perguntou se algum deles poderia trocar o seu cheque. Disseram a ele que estava louco, trocar um cheque naquele valor, no domingo. Silvério contou o ocorrido e o Sr. Osvaldo Orsi retirou o dinheiro do bolso e deu a ele para que pagasse os remédios. Assim, já se dirigindo à farmácia com o dinheiro no bolso, Silvério foi interpelado pelo sr. Israel, dono de uma outra farmácia, que se ofereceu para lhe ceder os remédios. No final das contas, Silvério saiu de lá com os remédios, o dinheiro e o cheque no bolso. Este episódio marca a solidariedade de uns e a falta dela em outro. Mas, louvável esta atitude do sr. Orsi e do sr. Israel, naquele momento tão difícil. Silvério creditou sua gratidão aos amigos até o fim de seus dias, repetindo esta história aos seus, que agora a passam adiante.
As crianças ficaram na
cidade para serem tratadas, a história chocou a cidade de Alfenas. As crianças
eram visitadas por muitas pessoas e se tornaram o símbolo deste milagre que Silvério
e Maria atribuíram à Nossa Senhora Aparecida. Menos de um ano depois, a família
fez uma viagem à Aparecida do Norte, para agradecer a proteção de Nossa Senhora.
Quem lhes conta é a filha
deste casal, Mirtes Esteves Carneiro, ainda não nascida na época deste marcante
acontecimento. Esta história é um fato que meus pais relatavam e retrata as
dificuldades que todos os seres humanos passam, mas com fé e perseverança,
tocam em frente, sempre em frente.
Ah, finalmente... cresci
ouvindo minha mãe dizer, sempre que se aproximava uma chuva forte: vistos atos
uma tribuzana! Saía tampando os espelhos, queimava palha benta e reunia todos
em um mesmo cômodo da casa.
(Termo usado no sul de Minas Gerais, na área rural de Alterosa, no final do século XIX e início do século XX), em www.dicionarioinformal.com.br
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Local:
Alfenas - MG, Brasil
domingo, 4 de março de 2012
História de milagre e fé!
Bom dia e bom domingo a todos!
Recentemente a Mirtes Esteves Carneiro postou no grupo Alfenas é coisa nossa no Facebook uma hitória que comoveu a todos que leram, estou transcrevendo para cá o causo verídico de milagre e fé, sei que todos vão gostar muito! Abraços
Marília Cabral
História de milagre e fé na família alfenense Esteves! José Benedetti Esteves é o personagem central desta História da vida real!
Por Mirtes Carneiro 


Em 1935, conta meu pai (Silvério Esteves) que seu irmão caçula, José Benedetti , então com a idade de um ano e nove meses, perdeu-se, na fazenda onde moravam, e deram pelo seu sumiço às 3 horas da tarde. Uma busca foi empenhada, e ao anoitecer, ainda não tinham encontrado a criança.
Uma pequena multidão se juntara para ajudar na busca. À noite, fizeram tochas de bambu e palha de milho e prosseguiram a busca, principalmente nos córregos e proximidades da fazenda onde pudesse ter acontecido algum acidente com a criança. A mãe de meu pai (Tereza Benedetti Esteves) se encontrava ausente, na casa de sua cunhada.
Quando perceberem que não encontrariam a criança, mandaram chamá-la e às 10 horas da manhã do dia seguinte, minha avó chegou e vendo aquela multidão, quis saber o que tinha acontecido com seu filho, e, em prantos caiu de joelhos pedindo a Nossa Senhora Aparecida, da qual era muito devota, para que mostrasse seu filho, vivo ou morto.
Quando perceberem que não encontrariam a criança, mandaram chamá-la e às 10 horas da manhã do dia seguinte, minha avó chegou e vendo aquela multidão, quis saber o que tinha acontecido com seu filho, e, em prantos caiu de joelhos pedindo a Nossa Senhora Aparecida, da qual era muito devota, para que mostrasse seu filho, vivo ou morto.
Ao amanhecer, uma das pessoas que estavam auxiliando a busca, um tio de meu pai, foi para casa prometendo voltar mais tarde. Qual não foi sua surpresa, quando, ao passar por uma grota, distante 2 km da sede da fazenda, ouviu um choro de criança, e seguindo este choro, encontrou meu tio sentado ali, com os pés inchados, com fome, e frio, pois era uma noite de agosto, havia geado e a criança estava usando somente uma camiseta e uma alpercata. Pegando a criança, colocou em seu cavalo e levou até a fazenda.
Quando chegou com a criança, a emoção tomou conta de todos, que caíram de joelhos, rezaram a Salve Rainha, enquanto minha avó pegava a criança dos braços do seu salvador. Um retratista foi chamado para registrar este momento milagroso, e o retrato foi levado até Aparecida do Norte, onde foi deixado na sala dos milagres.
Comentários no grupo:

Mirtes Carneiro Ao ver a foto de minha avó postada hoje, me lembrei desta história que tanto meu pai contava e há tempos, recuperei a foto com Tia Nega (Ana Esteves Dias). Muito emocionante este relato de meu saudoso pai.

Vicente Teixeira Parabens pelo relato Mirtes Carneiro,comovente.a fé que tinha os nossos antepassados deveria servir de exemplo para as novas gerações.

Roberta Zacarias Alves Também chorei!!!! pois só uma mãe sabe o desespero de não saber onde esta seu filho, ainda maios um bebe

Enira Elisabeth Cardoso Prado Emocionante seu relato,Mirtes.REALMENTE A FÉ VERDADEIRA REMOVE MONTANHAS.Foto maravilhosa e histórica!

Eliane Bronsema Cardoso Foto e estória incríveis! O fato é que milagres aconteceram e continuam acontecendo até hoje....

Flávio Esteves Minha querira mãe ANA ESTEVES , falava-me muito deste episodio, graças a DEUS com final feliz.

Milala Dias Garbuggio Essa historia e do meu tio Zeca...os pes dele estavam inchados de tanto as formigas picarem....realmente foi um milagre...

Vera Avila Mirtes ... este q está segurando o Zeca no colo é meu Avô Olympio Silvério Esteves ... esta q está pegando o Zeca é Tia Avó Tereza a familia da mamãe e todos os empregados estão ai ajoelhados ... eu tenho esta foto mais intacta q ganhei do proprio Zeca ... vou postá-la ...

Ary Tomaz Gomes Júnior Belíssima foto, merece um upload em alta resolução para vermos melhor os detalhes.

Mirtes Carneiro Vera Avila, meu pai falava tanto do Tio Olympio!! Posta a foto mesmo, pois esta aí estava muito velha quando a Tia Nega me emprestou para copiar. Mas como é bom poder postar esta história e a foto é simplesmente emocionante!

Vera Avila
Oi Mirtes ... eu mudei faz uns meses e n estou encontrando as minhas fotos bemmmm antigas ...mas continuo procurando assim q encontrar eu posto ... tenho coisas bastante interessantes ... tenho foto dos nossos bisavós Benedetti Albina ...Ver mais

Walter Terra Spok emocionante....a historia faz a foto tem uma energia muito boa e como é bom ter Fé.

Marisa Guarda nossa,e a historia de meu pai,Jose Benedetti Esteves ,cresci ouvinbdo isso,e muito interessante mesmo nao?obrigada Mirtes,por essa lembrança,bj
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