Bom dia meus queridos! Nas fotos de Bonifácio Cabral duas lendas da música popular brasileira: Wagner Tiso e Milton Nascimento! Muito nos honra que suas carreiras tenham começado em Alfenas. Por longo período eles atuaram com bandas daqui viajando por toda a região. Saravá Milton e Wagner! Alfenas dá sorte aos artistas, pois ainda são coisa nossa Rogério Flauzino, Wilson Sideral e Landau! Ainda muitos famosos que passaram pelos palcos de nossa cidade quando aqui estudaram!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Milton Nascimento
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Wagner Tizo
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Um corpo no carro
Hoje apresentamos um causo hilário e
verídico (resgatado pelo colega Benedito Benaquim, que presenciou o fato), e ilustração
do colaborador Milton Kennedy.
Em
noite calma de 1976 a única situação que movimentava a noite na Praça Getúlio
Vargas era o término da missa, na maioria das vezes celebrada pelo padre Luiz,
e o trailer de lanches que ficava no largo da Matriz São José e Dores.
Enquanto
a missa se desenvolvia, lá fora em frente à casa da dona Dorfila Leite, tinha
um carro verde (Variant), com placa de São Paulo, com um corpo dentro,
encoberto por um lençol azul. Uma corda amarrada no pescoço e na maçaneta.
Tinha outra corda que circundava a vitima e o prendia ao banco.
Muitos
que passavam olhavam com certa desconfiança, mas seguiam. Virou tumulto mesmo
depois que a missa terminou. Senhoras zelosas e afligidas com a situação do
pobre coitado naquela circunstância e ninguém chamava a polícia, era um
absurdo!
O
Hotel Paraíso não tinha estacionamento. Os hóspedes começaram e a se
aglomerarem nas janelas. De repente a polícia chegou em seu indefectível
“fusquinha”. O dono da Variant aparece também (estava no Hotel Paraíso).
Enquanto só as pessoas olhavam, ele se divertia lá da janela, mas com a polícia
era diferente, necessitava de esclarecimentos. Afinal de contas ali estava um
corpo.
Tudo
foi esclarecido ao abrir o carro: o corpo era imagem do “Nosso Senhor dos
Passos”. O sujeito vendia imagens de santos.
Tudo
esclarecido, tudo volta à rotina. Kkkkkkkkk
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
TUDO FALA DE TI...TUDO FALA POR TI !!!
Boa noite! Feliz dia dos namorados a todos! Hoje é um dia de tristeza e saudade pra mim! Há um ano atrás minha mãe partia, sem ao menos de mim se despedir! Foi uma grande surpresa quando Alcione Oliveira enviou este texto-poema, muito lindo porém muito triste . Obrigada amiga Alcione, você parece que adivinhou! Beijos
TUDO FALA DE TI...TUDO FALA POR TI !!!
Cheguei na tua casa.
A janela continuava fechada.
Havia o silêncio da tua risada.
As margaridas que plantaste em meus olhos ainda estavam floridas.
No jardim cor de rosa do meu pensamento bailavam as mesmas borboletas azuis.
Haviam bem- te- vis nas árvores da memória, que assobiavam para o teu retrato na parede fria;e eu, eu secava com meu beijo as lágrimas que dos teus olhos caíam.
De repente, a tua voz quebrou o tempo do silêncio macio que duramente machucava minha alma.
Então te vi arrastando os chinelos cansados em passos pesados sobre sombras vazias , na grande sala onde já me encharquei da tua presença!
Sentaste no canto da sala e o meu desejo foi tão forte que, quando dei por mim já estava no teu colo.
Deixei que escorressem dos meus olhos as pétalas brancas da saudade.
Minhas mãos tentaram segurar em vão as cordas do teu coração.
Senti o teu cheiro no instante vazio... alisei teus cabelos num eterno segundo.
Olhei teu rádio descansando tristonho, chorando o toque das tuas mãos. Calou-se, assim como a tua voz.
Mas ainda ouço... ainda ouço tuas mudas palavras tão cheias de gestos, na ânsia eloquente dos meus ouvidos.
Me levanto do teu colo e observo teus novos passos deixando rastos tatuados em meu sonho.
Tudo fala de ti... tudo fala por ti...Cada pequeno espaço que os olhos teimam pousar!
Acompanho de longe tua imagem no espelho; na caminhada que te leva a abrir a janela... a tua janela. Corro novamente até ti e de repente sinto-me enlaçada no teu abraço gigante, que me aperta e me conduz novamente ao teu ventre.
E entre um misto de realidade e sonho , abro os meus olhos para o dia que desponta e me encontro de braços abertos, chamando-te MÃE!
Cheguei na tua casa.
A janela continuava fechada.
Havia o silêncio da tua risada.
As margaridas que plantaste em meus olhos ainda estavam floridas.
No jardim cor de rosa do meu pensamento bailavam as mesmas borboletas azuis.
Haviam bem- te- vis nas árvores da memória, que assobiavam para o teu retrato na parede fria;e eu, eu secava com meu beijo as lágrimas que dos teus olhos caíam.
De repente, a tua voz quebrou o tempo do silêncio macio que duramente machucava minha alma.
Então te vi arrastando os chinelos cansados em passos pesados sobre sombras vazias , na grande sala onde já me encharquei da tua presença!
Sentaste no canto da sala e o meu desejo foi tão forte que, quando dei por mim já estava no teu colo.
Deixei que escorressem dos meus olhos as pétalas brancas da saudade.
Minhas mãos tentaram segurar em vão as cordas do teu coração.
Senti o teu cheiro no instante vazio... alisei teus cabelos num eterno segundo.
Olhei teu rádio descansando tristonho, chorando o toque das tuas mãos. Calou-se, assim como a tua voz.
Mas ainda ouço... ainda ouço tuas mudas palavras tão cheias de gestos, na ânsia eloquente dos meus ouvidos.
Me levanto do teu colo e observo teus novos passos deixando rastos tatuados em meu sonho.
Tudo fala de ti... tudo fala por ti...Cada pequeno espaço que os olhos teimam pousar!
Acompanho de longe tua imagem no espelho; na caminhada que te leva a abrir a janela... a tua janela. Corro novamente até ti e de repente sinto-me enlaçada no teu abraço gigante, que me aperta e me conduz novamente ao teu ventre.
E entre um misto de realidade e sonho , abro os meus olhos para o dia que desponta e me encontro de braços abertos, chamando-te MÃE!
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
A MENINA DA JANELA
Alcione Oliveira
A menina na janela
A sonhar os sonhos dela
Tem o olhar virginal...
Eu me apaixonei por ela
É de todas a mais bela
Não conheci outra igual!
Mas o tempo passou e levou
Nos seus braços a menininha
Pra longe o seu olhar dispersou
E a pureza que ele tinha...
Hoje olho na janela
Há uma flor no lugar dela
Retratando os jovens anos
Daquela menina bela!
domingo, 17 de março de 2013
Praça de Esportes
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Esse lugar era assim...,
Fotos antigas,
Praça de Esportes
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Dona Zita Engel Ayer
Hoje reproduziremos postagem publicada no blog de nosso colaborador Milton Kennedy, que presta uma modesta homenagem a Dona Zita Engel Ayer. E se você também conhece alguma história sobre esta grande mulher, conte pra gente, deixe seu comentário ao final do post.
Já mencionei outras vezes que uma das seções que mais aprecio aqui no blog é retratar em desenhos personalidades que se destacaram em Alfenas, e hoje de modo especial fico muito feliz, pois a homenageada é Zita Engel Ayer, uma mulher iluminada.
Já mencionei outras vezes que uma das seções que mais aprecio aqui no blog é retratar em desenhos personalidades que se destacaram em Alfenas, e hoje de modo especial fico muito feliz, pois a homenageada é Zita Engel Ayer, uma mulher iluminada.
Dona Zita, preocupada com os
mais carentes (e inspirada pelo Plano Espiritual) juntamente a um grupo de
voluntários fundou o SARAI, Serviço de Assistência e Recuperação do Adulto e da
Infância (leia mais no box abaixo), assim como foi a criadora e coordenadora do
Centro Espírita que funciona junto do SARAI. Criou ainda a Associação Alfenense
de Alcoólicos Anônimos e Ala-Anon (congregando familiares de alcoólicos).
Mulher dinâmica, incansável trabalhadora do bem, foi vereadora por dois mandatos. Casada com Elysio Ayer,
teve 11 filhos. Fez seu retorno ao Plano Espiritual em setembro de 1989.
O SARAI, fundado em 1962, trabalhava com as necessidades básicas da época tais como: distribuição de alimentos, roupas, remédios, encaminhamento de consultas médicas, fornecimento de aparelhos ortopédicos e auditivos, amparo a carentes, hansenianos e tuberculosos. Sempre assistindo as famílias, idosos, crianças, jovens e gestantes.
Há uma cena muito comovente quando da edificação de sua sede por centenas de voluntários (a maioria carentes), onde uma mãe aparece em meio a multidão, segurando o filho em um braço e no outro carrega um tijolo para a construção desta Casa de Luz (ver foto e vídeo).
Nos anos 90 foi criado o programa Lar-Escola CAZITA (Casa da Criança e do Adolescente Zita Engel Ayer) com o trabalho mais voltado a criança e ao adolescente em situação de vulnerabilidade, e ao atendimento psicossocial às famílias e gestantes em situação de risco.
Localizada na área central de Alfenas, seu público provém de diversos bairros de população de baixa renda da cidade. Atualmente conta com os seguintes recursos humanos: 38 voluntários atuantes (Oficinas Beija-Flor e Fios e Desafios) e 10 funcionários celetistas (oficinas, administrativos, pedagógicos, cozinha e serviços gerais). Para conhecer mais o trabalho desta entidade visite o site http://www.sarai.org.br.
Há uma cena muito comovente quando da edificação de sua sede por centenas de voluntários (a maioria carentes), onde uma mãe aparece em meio a multidão, segurando o filho em um braço e no outro carrega um tijolo para a construção desta Casa de Luz (ver foto e vídeo).
Nos anos 90 foi criado o programa Lar-Escola CAZITA (Casa da Criança e do Adolescente Zita Engel Ayer) com o trabalho mais voltado a criança e ao adolescente em situação de vulnerabilidade, e ao atendimento psicossocial às famílias e gestantes em situação de risco.
Localizada na área central de Alfenas, seu público provém de diversos bairros de população de baixa renda da cidade. Atualmente conta com os seguintes recursos humanos: 38 voluntários atuantes (Oficinas Beija-Flor e Fios e Desafios) e 10 funcionários celetistas (oficinas, administrativos, pedagógicos, cozinha e serviços gerais). Para conhecer mais o trabalho desta entidade visite o site http://www.sarai.org.br.
Fontes de pesquisa:
Jornal dos Lagos, 11/10/2008
Site http://www.sarai.org.br
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Zita Engel Ayer
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A noiva do Dr. Lincoln
Olá amigos! Tive o prazer de receber um texto de uma pessoa que foi noiva do Prof. Dr. Lincoln Westin da Silveira para ser publicado aqui. Demorei um pouco porque precisava achar uma foto dele. Espero que gostem.
A noiva do Prof. Dr. Lincoln
Por Maria Stella Terelli Dias
A noiva do Prof. Dr. Lincoln
Por Maria Stella Terelli Dias
Na década de 60, seria
talvez 1965, fui com minha irmã para a casa de nossos avós em Monte Belo, antes
de seguir para Belo Horizonte , onde fixaria residência com nossos pais e
irmãos menores.
Certo dia meu tio chegou
comentando sobre a chegada de várias pessoas de outros municípios para assistir
um júri, que o Dr. Lincoln, primo de
mamãe, brilhante advogado e conhecido em todo o Sul de Minas, faria a defesa.
Jovem e curiosa,
segui junto a ele até o local, sendo
recebidos pelo Dr. Lincoln, já vestido com a toga, que nos cumprimentou e pediu
que nos apressasse e tomássemos o lugar no salão, pois o Júri em breve
começaria.
No intervalo tivemos com
ele uma rápida conversa no corredor, em que meu tio convidou-o para jantar,
dizendo que já estaria indo embora, mas que eu ficaria até o fim.
Foi um jantar muito
agradável, com conversa alegre e muito flerte.
Desculpou-se por não
poder demorar, pois seguiria viagem até a cidade vizinha, onde no dia seguinte
atuaria em outra defesa. Convidou-me para assistir, dizendo que ficaria muito
feliz com minha presença.
Passei a noite matutando
como fazer para deslocar-me para o município vizinho. Fomos então de
“jardineira”, minha irmã e eu, mas infelizmente devido ao horário não pudemos
ficar até o final.
A noite, quando voltou,
deixou-me uma caixa de bombons, uma carta romântica e uma poesia sobre rosas.
Eu já pensava em seguir
para BH, quando minha tia de Alfenas
ligou para vovó dizendo que estava doente e precisava de repouso
absoluto. Precisava de alguém para cuidar dos serviços da casa e dos flhos.
Ciente da dificuldade que vovó teria para enviar alguém tão rápido, ofereci-me
para ir ficar uma semana até que conseguissem alguém para tal.
Já em Alfenas comentei
com os parentes que tinha assistido dois júris, onde o Dr. Lincoln atuara
brilhantemente. Meu primo adolescente começou a rir sem parar. No dia seguinte
meu primo pediu que eu colocasse uma roupa bem bonita, porque a noite
receberíamos visitas, achei que fosse para
tia adoentada. Para surpresa de todos a visita era o Dr. Lincoln, que
chegou com bombons. Ali naquela noite começamos a namorar.
Acabei ficando quase um
mês em Alfenas, até que meu irmão mais velho ligou pedindo que pegasse o ônibus
para BH, pois já tinha emprego para nós duas. Ficamos alguns meses na casa do
avô paterno, até que nossos pais chegassem de São Paulo com a mudança.
Enquanto isso passei a
corresponder com o Lincoln, que logo apareceu de surpresa na casa de vovô. Foi
convidado a jantar, e meu tio também advogado chamou-o para trabalhar em BH, em
um escritório já muito conhecido.
Nossa conversava sempre
muito interessante e agradável.
Filosofava, declamava, falava muito de seu ídolo Thomás more, e de suas
obras: A súplica das Almas, Rosa......, e apreciações jurídicas, tratados
etc....
Passadas algumas
semanas, apareceu novamente. Nesta oportunidade perguntou-me se me casaria com
ele para morar em Alfenas, pois se sentia responsável pela mãe e irmãs e fazia
questão de estar com elas. Propos então
que morássemos numa edícula, na rua ao lado da casa da mãe. Aceitei e disse que
também trabalharia para ajudar nas despesas, e assim um dia poderíamos ter uma
casa melhor.
Comentei com meus
padrinhos de batismo que ficaram tão felizes que iniciaram meu enxoval. Foi
combinado com meus tios, que ele iria me apresentar ao Lions Clube, em um
jantar em data a combinar com antecedência em Alfenas, para que esperássemos
meu pai chegar de São Paulo para me acompanhar. Ficamos aguardando então a
data.
Antes de qualquer
notícia sobre o assunto, já trabalhando em dois empregos e estudando a
noite, apareceu um moça em meu serviço
dizendo ser a namorada de muitos anos do Lincoln, em que não deixaria de forma
alguma que ele se cassasse comigo. Foi um verdadeiro rebuliço na minha vida e
na minha cabeça. Meus tios ficaram decepcionados querendo uma satisfação...
Comuniquei-me com ele
por telefone e logo em seguida ele apareceu rapidamente em BH, confirmando
nosso noivado, que iríamos nos casar e meu pediu que esquecesse o ocorrido e
que não tocasse mais no assunto. Contou-me ele que todas as tardes, quando
chegava em casa, tirava a camisa e sua mãe coçava-lhe as costas, e que isso
relaxava-o muito. Prometi então que faria o mesmo depois de casados.
Como sou sensitiva desde
criança, em certa ocasião tive uma visão do Lincoln conversando com uma chinesa
, num circo, muito alegre e risonho e ela de maiô. O ciúme bateu e então
telefonei a ele pedindo explicações. Ele não gostou, achou que tinha pedido a
alguém para vigiá-lo, e mesmo explicando que era sensitiva acho que não
acreditou.
O tempo corria e as
cartas foram ficando mais escassas, a paixão foi esfriando e a vida no corre-corre,
e a prioridade de ambos era sua respectiva família.
Não escrevi mais, tão
pouco recebi outras cartas. Dei então por encerrado nosso namoro.
Em certa ocasião fomos convidados para um
aniversário em outro bairro. Era uma festa com muitos jovens e três deles me
olhava e riam, o quê me constrangia. Perguntei então a um deles o que ocorria,
ele prontamente respondeu: -Você não é a noiva do Dr. Lincoln? Fiquei realmente
assustada e disse a ele que tinha sido namorada e que ele deveria estar com a
outra noiva, ao que responderam, que a cidade toda sabia que a noiva era eu.
Dois anos depois conheci
um novo amor, com quem me casei e vivi estes 45 anos de grandes realizações.
Porém, morando em
Florianópolis, um dia estava a plantar flores, quando tive uma visão com o
Lincoln dizendo que viera se despedir. Falou do amor que sentira por mim e de
muitas cartas extraviadas... Liguei para
minha tia que me confirmou o falecimento dele...
E assim, agradeço a Deus
por conceder-me nesta vida amar e ser amada por dois homens sensíveis ,
inteligentes e generosos.
Stella
Foto da Stella no carnaval de Tiradentes.
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