domingo, 17 de março de 2013
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Dona Zita Engel Ayer
Hoje reproduziremos postagem publicada no blog de nosso colaborador Milton Kennedy, que presta uma modesta homenagem a Dona Zita Engel Ayer. E se você também conhece alguma história sobre esta grande mulher, conte pra gente, deixe seu comentário ao final do post.
Já mencionei outras vezes que uma das seções que mais aprecio aqui no blog é retratar em desenhos personalidades que se destacaram em Alfenas, e hoje de modo especial fico muito feliz, pois a homenageada é Zita Engel Ayer, uma mulher iluminada.
Já mencionei outras vezes que uma das seções que mais aprecio aqui no blog é retratar em desenhos personalidades que se destacaram em Alfenas, e hoje de modo especial fico muito feliz, pois a homenageada é Zita Engel Ayer, uma mulher iluminada.
Dona Zita, preocupada com os
mais carentes (e inspirada pelo Plano Espiritual) juntamente a um grupo de
voluntários fundou o SARAI, Serviço de Assistência e Recuperação do Adulto e da
Infância (leia mais no box abaixo), assim como foi a criadora e coordenadora do
Centro Espírita que funciona junto do SARAI. Criou ainda a Associação Alfenense
de Alcoólicos Anônimos e Ala-Anon (congregando familiares de alcoólicos).
Mulher dinâmica, incansável trabalhadora do bem, foi vereadora por dois mandatos. Casada com Elysio Ayer,
teve 11 filhos. Fez seu retorno ao Plano Espiritual em setembro de 1989.
O SARAI, fundado em 1962, trabalhava com as necessidades básicas da época tais como: distribuição de alimentos, roupas, remédios, encaminhamento de consultas médicas, fornecimento de aparelhos ortopédicos e auditivos, amparo a carentes, hansenianos e tuberculosos. Sempre assistindo as famílias, idosos, crianças, jovens e gestantes.
Há uma cena muito comovente quando da edificação de sua sede por centenas de voluntários (a maioria carentes), onde uma mãe aparece em meio a multidão, segurando o filho em um braço e no outro carrega um tijolo para a construção desta Casa de Luz (ver foto e vídeo).
Nos anos 90 foi criado o programa Lar-Escola CAZITA (Casa da Criança e do Adolescente Zita Engel Ayer) com o trabalho mais voltado a criança e ao adolescente em situação de vulnerabilidade, e ao atendimento psicossocial às famílias e gestantes em situação de risco.
Localizada na área central de Alfenas, seu público provém de diversos bairros de população de baixa renda da cidade. Atualmente conta com os seguintes recursos humanos: 38 voluntários atuantes (Oficinas Beija-Flor e Fios e Desafios) e 10 funcionários celetistas (oficinas, administrativos, pedagógicos, cozinha e serviços gerais). Para conhecer mais o trabalho desta entidade visite o site http://www.sarai.org.br.
Há uma cena muito comovente quando da edificação de sua sede por centenas de voluntários (a maioria carentes), onde uma mãe aparece em meio a multidão, segurando o filho em um braço e no outro carrega um tijolo para a construção desta Casa de Luz (ver foto e vídeo).
Nos anos 90 foi criado o programa Lar-Escola CAZITA (Casa da Criança e do Adolescente Zita Engel Ayer) com o trabalho mais voltado a criança e ao adolescente em situação de vulnerabilidade, e ao atendimento psicossocial às famílias e gestantes em situação de risco.
Localizada na área central de Alfenas, seu público provém de diversos bairros de população de baixa renda da cidade. Atualmente conta com os seguintes recursos humanos: 38 voluntários atuantes (Oficinas Beija-Flor e Fios e Desafios) e 10 funcionários celetistas (oficinas, administrativos, pedagógicos, cozinha e serviços gerais). Para conhecer mais o trabalho desta entidade visite o site http://www.sarai.org.br.
Fontes de pesquisa:
Jornal dos Lagos, 11/10/2008
Site http://www.sarai.org.br
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Zita Engel Ayer
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A noiva do Dr. Lincoln
Olá amigos! Tive o prazer de receber um texto de uma pessoa que foi noiva do Prof. Dr. Lincoln Westin da Silveira para ser publicado aqui. Demorei um pouco porque precisava achar uma foto dele. Espero que gostem.
A noiva do Prof. Dr. Lincoln
Por Maria Stella Terelli Dias
A noiva do Prof. Dr. Lincoln
Por Maria Stella Terelli Dias
Na década de 60, seria
talvez 1965, fui com minha irmã para a casa de nossos avós em Monte Belo, antes
de seguir para Belo Horizonte , onde fixaria residência com nossos pais e
irmãos menores.
Certo dia meu tio chegou
comentando sobre a chegada de várias pessoas de outros municípios para assistir
um júri, que o Dr. Lincoln, primo de
mamãe, brilhante advogado e conhecido em todo o Sul de Minas, faria a defesa.
Jovem e curiosa,
segui junto a ele até o local, sendo
recebidos pelo Dr. Lincoln, já vestido com a toga, que nos cumprimentou e pediu
que nos apressasse e tomássemos o lugar no salão, pois o Júri em breve
começaria.
No intervalo tivemos com
ele uma rápida conversa no corredor, em que meu tio convidou-o para jantar,
dizendo que já estaria indo embora, mas que eu ficaria até o fim.
Foi um jantar muito
agradável, com conversa alegre e muito flerte.
Desculpou-se por não
poder demorar, pois seguiria viagem até a cidade vizinha, onde no dia seguinte
atuaria em outra defesa. Convidou-me para assistir, dizendo que ficaria muito
feliz com minha presença.
Passei a noite matutando
como fazer para deslocar-me para o município vizinho. Fomos então de
“jardineira”, minha irmã e eu, mas infelizmente devido ao horário não pudemos
ficar até o final.
A noite, quando voltou,
deixou-me uma caixa de bombons, uma carta romântica e uma poesia sobre rosas.
Eu já pensava em seguir
para BH, quando minha tia de Alfenas
ligou para vovó dizendo que estava doente e precisava de repouso
absoluto. Precisava de alguém para cuidar dos serviços da casa e dos flhos.
Ciente da dificuldade que vovó teria para enviar alguém tão rápido, ofereci-me
para ir ficar uma semana até que conseguissem alguém para tal.
Já em Alfenas comentei
com os parentes que tinha assistido dois júris, onde o Dr. Lincoln atuara
brilhantemente. Meu primo adolescente começou a rir sem parar. No dia seguinte
meu primo pediu que eu colocasse uma roupa bem bonita, porque a noite
receberíamos visitas, achei que fosse para
tia adoentada. Para surpresa de todos a visita era o Dr. Lincoln, que
chegou com bombons. Ali naquela noite começamos a namorar.
Acabei ficando quase um
mês em Alfenas, até que meu irmão mais velho ligou pedindo que pegasse o ônibus
para BH, pois já tinha emprego para nós duas. Ficamos alguns meses na casa do
avô paterno, até que nossos pais chegassem de São Paulo com a mudança.
Enquanto isso passei a
corresponder com o Lincoln, que logo apareceu de surpresa na casa de vovô. Foi
convidado a jantar, e meu tio também advogado chamou-o para trabalhar em BH, em
um escritório já muito conhecido.
Nossa conversava sempre
muito interessante e agradável.
Filosofava, declamava, falava muito de seu ídolo Thomás more, e de suas
obras: A súplica das Almas, Rosa......, e apreciações jurídicas, tratados
etc....
Passadas algumas
semanas, apareceu novamente. Nesta oportunidade perguntou-me se me casaria com
ele para morar em Alfenas, pois se sentia responsável pela mãe e irmãs e fazia
questão de estar com elas. Propos então
que morássemos numa edícula, na rua ao lado da casa da mãe. Aceitei e disse que
também trabalharia para ajudar nas despesas, e assim um dia poderíamos ter uma
casa melhor.
Comentei com meus
padrinhos de batismo que ficaram tão felizes que iniciaram meu enxoval. Foi
combinado com meus tios, que ele iria me apresentar ao Lions Clube, em um
jantar em data a combinar com antecedência em Alfenas, para que esperássemos
meu pai chegar de São Paulo para me acompanhar. Ficamos aguardando então a
data.
Antes de qualquer
notícia sobre o assunto, já trabalhando em dois empregos e estudando a
noite, apareceu um moça em meu serviço
dizendo ser a namorada de muitos anos do Lincoln, em que não deixaria de forma
alguma que ele se cassasse comigo. Foi um verdadeiro rebuliço na minha vida e
na minha cabeça. Meus tios ficaram decepcionados querendo uma satisfação...
Comuniquei-me com ele
por telefone e logo em seguida ele apareceu rapidamente em BH, confirmando
nosso noivado, que iríamos nos casar e meu pediu que esquecesse o ocorrido e
que não tocasse mais no assunto. Contou-me ele que todas as tardes, quando
chegava em casa, tirava a camisa e sua mãe coçava-lhe as costas, e que isso
relaxava-o muito. Prometi então que faria o mesmo depois de casados.
Como sou sensitiva desde
criança, em certa ocasião tive uma visão do Lincoln conversando com uma chinesa
, num circo, muito alegre e risonho e ela de maiô. O ciúme bateu e então
telefonei a ele pedindo explicações. Ele não gostou, achou que tinha pedido a
alguém para vigiá-lo, e mesmo explicando que era sensitiva acho que não
acreditou.
O tempo corria e as
cartas foram ficando mais escassas, a paixão foi esfriando e a vida no corre-corre,
e a prioridade de ambos era sua respectiva família.
Não escrevi mais, tão
pouco recebi outras cartas. Dei então por encerrado nosso namoro.
Em certa ocasião fomos convidados para um
aniversário em outro bairro. Era uma festa com muitos jovens e três deles me
olhava e riam, o quê me constrangia. Perguntei então a um deles o que ocorria,
ele prontamente respondeu: -Você não é a noiva do Dr. Lincoln? Fiquei realmente
assustada e disse a ele que tinha sido namorada e que ele deveria estar com a
outra noiva, ao que responderam, que a cidade toda sabia que a noiva era eu.
Dois anos depois conheci
um novo amor, com quem me casei e vivi estes 45 anos de grandes realizações.
Porém, morando em
Florianópolis, um dia estava a plantar flores, quando tive uma visão com o
Lincoln dizendo que viera se despedir. Falou do amor que sentira por mim e de
muitas cartas extraviadas... Liguei para
minha tia que me confirmou o falecimento dele...
E assim, agradeço a Deus
por conceder-me nesta vida amar e ser amada por dois homens sensíveis ,
inteligentes e generosos.
Stella
Foto da Stella no carnaval de Tiradentes.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
LUBISOMI
LUBISOMI
Por Alcione Oliveira
Por Alcione Oliveira
DIZ O POVO QUE É O MARCELO
MORADÔ LÁ DO MARMELO
O LUBISOMI DAQUI...
NAS NOITE DE LUA CHEIA
A GENTE INTÉ SE ARREPEIA
TEM MEDO INTÉ DE SAÍ.
QUEM ÓIA PRÊLE JÁ VÊ
OS PELO DO CORPO CRESCÊ
AS FEIÇÃO DISFIGURÁ!
ELE CORRE PRA DENTO DO MATO
E OIANO A LUA NO ARTO
ELE CUMEÇA A UIVÁ!
NOS DENTI TRAIS OS FIAPO
DAS COISA PEGA NO MATO
DAS CAÇA QUE FEIZ POR LÁ!
AS UNHA SUJA QUE VEM
INTÉ BARRO DIBAXO TEM
DE TANTU O CHÃO ARRANHÁ!
TRAIZ O CORPO BEM MARCADO
DOS ISPINHU INTRELAÇADO
DOS ARRANHA-GATO ISFREGÁ!
AS CRIANÇA SAI CORRENO
JÁ CHORANO,SÓ SE VENO
ELE NA ISTRADA PASSÁ!
DIZ QUE É A MARDIÇÃO
DO BENZEDÔ SÔ ANTÃO
POR CONTA DA SUA PAXÃO
PAMODI A DINORÁ!
ELA NUM QUIS ELE NÃO
FOI SE DEITÁ CUM SIMIÃO
O SEU AMÔ COMPROVÁ!
OIANO O CÉU TÃO BUNITO
LUA CHEIA NO INFINITO
ANTÃO PROMETEU SE VINGÁ!
SE OCÊ INCHÊ O BUCHO
SE TEU FIO NUM FÔ UM BRUXO
LUBISOMI HÁ DE VIRÁ
PRA ANSIM A VIDA INTERA
OCÊ DE MIM SE ALEMBRÁ!
ACENDEU UMA VELA PRETA
OFERECEU PRO CAPETA
E CUMEÇÔ A REZÁ...
DINORÁ OIÔ PRU CÉU
DAS LÁGRIMA PUXÔ O VÉU
QUE OS ZÓIO VEIO IMBAÇÁ.
VIU sÃO jORGI TÃO VERMEIO
NO REFREXO DO ESPEIO
DA LUZ DO SEU OIÁ!
MEU SANTO VÊ SE OCÊ PÓDE
NA LUA SE ISPREMÊ
NAS NOVE LUA QUE VEM
A CHEIA NUM PARECÊ!
OS MEIS FOI SE PASSANO
AS LUA INO E VORTANO
A CRIANÇA PRA NASCÊ...
NOVE LUA CUMPRETÔ
A CHEIA NO CÉU DISPONTÔ
QUAJI QUERENO ISTORÁ...
MEIA NOITE INTÃO BATEU
A BORSA DÁGUA ROMPEU
PRA CRIANÇA ISPURSÁ.
O MININO QUE NACEU
NEM UM CHORINHO NUM DEU
JÁ CUMEÇÔ A UIVÁ!!!
Alcione Oliveira
.
sábado, 28 de julho de 2012
Maternidade
By Alcione Oliveira
Na loteria da vida...
Eu fui por Deus premiada
A sorte grande eu tirei
A fortuna acumulada!
Os enjôos se achegaram
O meu ventre se mexeu
Alguns meses se passaram
Minha barriga cresceu
Eis na vida o mistério
Mistério à desvendar
Como pode dentro de um ser
Outro ser ele abrigar
Os laços se estreitando
Um amor sem nome surgindo
O coração palpitando
Pelo filho que estava vindo
Ao chegar o grande dia
Da minha coroação
Dos céus as bençãos desciam
Jesus o trazia nas mãos
A hora tão esperada
Do prêmio eu receber
A coroa era só minha
Ver o meu filho nascer!
Três vezes eu fui rainha
Três fortunas acumulei
A mãe mais rica da vida
Pois no seu jogo eu ganhei!
terça-feira, 24 de julho de 2012
SÃO JORGE
São Jorge meu bão guerrero
Tua proteção vim buscá
Na força da tua ispada
Pidí pru Sinhô me guardá!
Nas noite de lua cheia
Quando eu lhe vê lá no céu
Na sua morada eterna
No seu cavalo fiel...
Vô querê lhe agradecê
Ergueno em sua direção
Apontado em forma de ispada
Os dedo da minha mão.
São Jorge, na lua minguante
Adondi eu vô lhe encontrá?
Se daqui da terra num vejo
Dondi é que o sinhô póde istá.
Mai memo ansim, meu sinhô
Sei que há de tá por lá
No brio das quatro lua
E dentro do meu oiá!!!
VISAGI...
Minha amiga Alcione Oliveira teve uma visão hoje pela manhã e escreveu este poema. Sei que vocês irão adorar! Boa tarde a todos!
DO TERRERO DE CAFÉ
EU OIAVA A ISTRADA
UM CAVALERO NO SEU CAVALO
AMUNTADO ALI PASSAVA.
NO PRIMERO LANCE DE VISTA
NUM DEU PRA RECUNHECÊ
FIRMEI AS VISTA NA ISTRADA
E O CAVALERO, CADÊ??????
O CAVALO PARECIA
NAS NUVE MEMO ANDÁ
POIS SEU TROTÁ ERA MUDO
NUM DAVA PRA SE ISCUITÁ.
NEM OS CACHORRO LATIRO
NEM SAÍRO DO LUGÁ
NEM AS CRIANÇA VIRO
O CAVALERO PASSÁ...
ARREGISTREI NA MEMÓRIA
ESSA VISAGI BUNITA
UM CAVALERO DO ALÉM
ME FEIZ HOJI UMA VISITA!!!
Alcione Oliveira.
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terreiro de café
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